<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481</id><updated>2011-12-28T04:18:59.812-08:00</updated><title type='text'>O quarto "R"</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júlia Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13146745259053014378</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5359/1239/1600/blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-8227248228048338659</id><published>2011-12-25T19:39:00.001-08:00</published><updated>2011-12-25T20:26:27.634-08:00</updated><title type='text'>Em 2012, eu te proponho...</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi só começar o show do Roberto Carlos na Globo e as redes sociais se transformaram em um festival de piadinhas.  Um dia também já fiz parte desse infeliz coro... Mas duas coisas me permitem agradecer a Deus o ano de 2011 e hoje me fazem respeitar demais a tradição do especial de fim de ano: o amor que faz sorrir e chorar e a amizade que supera qualquer alegria e qualquer dor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há 25 anos, vejo o mesmo show. As mesmas músicas. As mesmas mensagens que expressam com simplicidade e verdade essa coisa tão fora de moda chamada amor. Essa coisa que precisa ser demorada, contínua e se reinventar sempre. Essa coisa que, apesar de todas as dificuldades, críticas e desgastes, precisa se manifestar contra a vontade dos mais jovens pra lembrar que ainda existe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Roberto Carlos não é uma estrela pop. Não tem mobilidade nem agilidade. Está velho, sim. Mas não dá pra descartá-lo, como se faz com o iPhone 3 quando chega o iPhone 4. Ele é mais do que a figura "ultrapassada" que aparece na TV. Ele é uma história de vida. Cada vez que canta as músicas de sempre, revive as memórias que fazem dele o que ele é e que, invariavelmente, estão relacionadas ao amor. Ele sabe de tudo o que o amor é capaz de lhe dar. Ele já sofreu, mas não deixa de amar. E me mostra que, se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São dessas emoções que eu me componho a cada dia e a cada ano, sempre com a ajuda de amigos como Fernanda Miguel, que gostava de Roberto Carlos muito antes de mim. Por isso eu sempre digo, para ser alguém melhor, é preciso conviver com pessoas melhores que você. Coincidentemente, recebi agora pouco uma mensagem pelo Twitter da @juliadantas: "Assistindo ao #RobertoCarlos na certeza de que minha mãe, @nandamiguel e @silviaferreira estão vendo a mesma coisa". Nós três, autoras do blog, três amigas e três almas em busca constante de ressignificação. E não tem jeito, essa ressignificação sempre vem pelo amor. Não existe nada que nos edifique mais do que ele, quando começa e quando termina, quando é fácil e quando é difícil, p&lt;span style="color:black; background-color:white"&gt;orque é nas dificuldades, nas voltas e recomeços que a gente aprende a viver. É preciso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Esse amor que a gente canta move todas as coisas. Todas as nossas dimensões interagem com a nossa alma o tempo todo, se alteram, se modificam, e evoluem. O ano de &lt;/span&gt;2011 foi essa coisa louca, me edificou pelo amor e pela dor. Acho que me tornei outra pessoa, resultado dos meus erros, acertos, fracassos e vitórias. Todos muito intensos, como tudo o que passa por mim. No meio de tanta coisa, eu me perdi de mim, me reencontrei, fugi, voltei... E agora é pra ficar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/G8DVufbbb88" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="background-color: white; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Eu cheguei em frente ao portão&lt;br /&gt;Meu cachorro me sorriu latindo&lt;br /&gt;Minhas malas coloquei no chão&lt;br /&gt;Eu voltei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Tudo estava igual&lt;br /&gt;Como era antes&lt;br /&gt;Quase nada se modificou&lt;br /&gt;Acho que só eu mesmo mudei&lt;br /&gt;E voltei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Eu voltei!&lt;br /&gt;Agora prá ficar&lt;br /&gt;Porque aqui!&lt;br /&gt;Aqui é meu lugar&lt;br /&gt;Eu voltei pr'as coisas&lt;br /&gt;Que eu deixei&lt;br /&gt;Eu voltei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Fui abrindo a porta devagar&lt;br /&gt;Mas deixei a luz&lt;br /&gt;Entrar primeiro&lt;br /&gt;Todo meu passado iluminei&lt;br /&gt;E entrei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Meu retrato ainda na parede&lt;br /&gt;Meio amarelado pelo tempo&lt;br /&gt;Como a perguntar&lt;br /&gt;Por onde andei?&lt;br /&gt;E eu falei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Onde andei!&lt;br /&gt;Não deu para ficar&lt;br /&gt;Porque aqui!&lt;br /&gt;Aqui é meu lugar&lt;br /&gt;Eu voltei!&lt;br /&gt;Pr'as coisas que eu deixei&lt;br /&gt;Eu voltei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Sem saber depois de tanto tempo&lt;br /&gt;Se havia alguém a minha espera&lt;br /&gt;Passos indecisos caminhei&lt;br /&gt;E parei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Quando vi que dois braços abertos&lt;br /&gt;Me abraçaram como antigamente&lt;br /&gt;Tanto quis dizer e não falei&lt;br /&gt;E chorei!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background: white"&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;Eu voltei!&lt;br /&gt;Agora prá ficar&lt;br /&gt;Porque aqui!&lt;br /&gt;Aqui é o meu lugar&lt;br /&gt;Eu voltei!&lt;br /&gt;Pr'as coisas que eu deixei&lt;br /&gt;Eu voltei!..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que 2012 seja uma estrada de mão dupla e cheia de retornos, que nos dê a chance de seguir adiante e voltar sempre que necessário, sem menosprezar os que geralmente são ultrapassados. Temos muito o que aprender com quem anda devagar porque já teve pressa.  Que nesse caminho sejamos guiados pela força superior do céu aberto, que mostra o quanto somos pequenos, e assim nos faz mais humanos e maiores diante dos nossos problemas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:black"&gt;Mais uma vez... Obrigado, Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/N1lpdzklzy8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666; font-family:Trebuchet MS; font-size:10pt"&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Eu vou seguir uma luz lá no alto eu vou ouvir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Uma voz que me chama eu vou subir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;A montanha e ficar bem mais perto de Deus e rezar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Eu vou gritar para o mundo me ouvir e acompanhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Toda minha escalada e ajudar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;A mostrar como é o meu grito de amor e de fé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Eu vou pedir que as estrelas não parem de brilhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;E as crianças não deixem de sorrir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;E que os homens jamais se esqueçam de agradecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Por isso eu digo: Obrigado Senhor por mais um dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado senhor que eu posso ver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Que seria de mim sem a fé que eu tenho em Voce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Por mais que eu sofra, Obrigado Senhor mesmo que eu chore&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor por eu saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Que tudo isso me mostra o caminho que leva a Voce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Mais uma vez Obrigado Senhor por outro dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor que o sol nasceu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelas estrelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor pelo sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Mais uma vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor por um novo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor pela esperança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelo sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color:white"&gt;Obrigado Senhor pelo perdão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-8227248228048338659?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/8227248228048338659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=8227248228048338659&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8227248228048338659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8227248228048338659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/12/em-2012-eu-te-proponho.html' title='Em 2012, eu te proponho...'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/G8DVufbbb88/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-7274903028628001423</id><published>2011-11-13T14:21:00.001-08:00</published><updated>2011-11-13T14:27:53.784-08:00</updated><title type='text'>O valor das coisas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;De repente, veio aquela vontade de jogar tudo fora. Começar de novo. Do zero. Tirar do caminho todas as coisas que bloqueavam os fluxos, que impediam o trânsito normal da vida, que sinalizavam os obstáculos de cada dia. E assim se fez: faxina geral. Depois de muito trabalho, muita dor e muitas paradas para descansar, o caminho finalmente estava livre.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora eu passeio entre os cômodos com liberdade, mas a conquista não aconteceu conforme o planejado. O lixo é seletivo. Às vezes, o que está atrapalhando não é nosso, nem por isso devemos dar menor valor. Em outros casos, o que é inútil agora com certeza vai fazer falta em algum momento da vida – é o que pensamos hoje. Para isso, foram criados os quartinhos de despejo, sótãos e porões. Neles a gente joga tudo o que não quer ver. Deixa juntando poeira, traça, cupim. Deixa o tempo se ocupar do que incomoda. Fecha a porta junto com os olhos. E segue adiante, até que a importância de cada objeto morra definitivamente para nós e para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No meio de tudo isso, havia um ventilador quebrado, carregado de lembranças. Impregnado por noites do calor intenso de uma paixão de verão. E ferido por sucessivas quedas. A eles, eu não dignei nem o quartinho de despejo. Iam direto para o ferro-velho. E ficariam à vista, para que eu não me esquecesse de decidir seu destino em meio a tantas outras coisas mais importantes a fazer. Essas coisas que preenchem ausências como quem troca a bagunça de cômodo, sabe?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu tinha ouvido o padre falar sobre a beleza da rotina, do esforço para reassumir coisas simples da vida que se tornaram um fardo – como limpar a própria casa, por exemplo. Viver o processo de recolher a sujeira produzida, revivendo experiências e extraindo delas as melhores lições. Ter hora para dormir, acordar, comer, trabalhar, descansar, ou seja, ter domínio sobre si mesmo e sobre o mundo. Tentar, ao menos de vez em quando, não terceirizar essas responsabilidades, para não perder de vista o que você foi, o que você é e o que você ainda pode ser.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu segui o conselho. Mas conforme as semanas passavam, o ventilador continuava lá, enquanto a bagunça e a sujeira pouco a pouco voltavam a assombrar. Não dei conta. Chamei a diarista pra me ajudar. Quando terminou o serviço, ela veio me perguntar:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Aquele ventilador... Você vai jogar fora mesmo? Por que eu acho que dá pra arrumar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O olhar da Cláudia não era técnico. Era um olhar de misericórdia. Tinha o incrível dom de dar uma chance ao que parecia não ter mais jeito. A começar pela primeira vez que ela aceitou o desafio de limpar a minha casa. Delicadamente, ela acomodou o ventilador no carro e partiu. Com jeitinho, paciência e boa vontade, eu tenho certeza que ele voltará a funcionar para ela. Mas eu o perdi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora eu vou tentar conservar o trabalho da Cláudia e as lições que ela me trouxe, já que dessa vez foi apenas um ventilador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-7274903028628001423?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/7274903028628001423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=7274903028628001423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7274903028628001423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7274903028628001423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/11/o-valor-das-coisas.html' title='O valor das coisas'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3097464456749105038</id><published>2011-10-01T13:27:00.001-07:00</published><updated>2011-10-01T13:41:01.905-07:00</updated><title type='text'>Tchau, Fabi!</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu não a via há quase 7 anos. Mesmo que ela já não viesse à lembrança no meu dia-a-dia, mantinha um lugarzinho escondido na memória. Memória de tempos bons.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela começou como estagiária de Física. Logo, tornou-se professora. Em algumas conversas de corredor, nas voltas de ônibus e na observação de seu carinho de mãe, já dava pra perceber que era uma pessoa especial. Mas no trabalho isso se manifestava de maneira mais concreta, pela minha perspectiva de aluna. Aluna sempre ansiosa para entender a matéria, resolver o exercício, passar no vestibular... Mas desesperada, nunca. Porque desespero é ausência de esperança. E eu sabia que ela sempre estaria ali pra me ajudar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas agora ela não está mais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já faz tempo que eu não preciso mais dela. Faz tempo que eu esqueci quase tudo o que ela me ensinou. Mas ao perder uma luta contra o câncer, ela volta a me ensinar coisas que, muitas vezes, por negligência ou acomodação, quase não nos preocupamos em aprender. Só porque não existe vestibular pra virar gente grande.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu nem sabia que a Fabi estava doente, não acompanhei o combate. Mas ela deixou um blog. Inspirador, pela expressão máxima da vontade de viver e de enfrentar com positividade cada momento difícil dessa batalha. ERA A OPÇÃO QUE ELA TINHA. Lutar, lutar, lutar. E foi até o fim. Intensamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E aqui, fico pensando em como eu amava a intensidade da minha inocência. Intensidade que vai se perdendo a cada ano que passa, engolida por problemas, decepções, cansaço, angústias, ilusões. Às vezes, parece que a gente luta pra sobreviver. E ver o registro da luta da Fabi pra VIVER dá a exata dimensão de quanto tempo a gente perde se lamentando, entregando nossa intensidade para o orgulho, para o medo, para a acomodação de ver a vida passar sem correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Será mesmo necessária a iminência da morte pra se descobrir o sentido da vida?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já tinha refletido muito sobre isso depois de uma reportagem com pacientes em fase terminal. Ao perceberem que não levariam quase nada do que tinham construído até então, passaram a valorizar o que valia a pena: as pessoas que assistiram e comemoraram todas as suas conquistas. Sem elas, os sonhos alcançados teriam sido vazios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, lá de cima, a Fabi veio me lembrar que não vale a pena esperar. Que é preciso resgatar a inocência da infância agora. E viver o dia de hoje como fosse o último.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nunca fez tanto sentido a necessidade de amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar... Na verdade, não há!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3097464456749105038?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3097464456749105038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3097464456749105038&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3097464456749105038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3097464456749105038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/10/tchau-fabi.html' title='Tchau, Fabi!'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-2633475364834879339</id><published>2011-08-14T21:33:00.001-07:00</published><updated>2011-08-14T21:35:44.850-07:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trago memórias de olhares do passado, de quando eu era criança. Olhares de ternura, sem intenções e sem expectativas. Esperavam de mim apenas que eu fosse criança, e nada mais. Em troca, me davam apertão na bochecha, Kinder Ovo, boneca. Levavam-me pra passear, pediam beijinho e eu sempre ganhava um abraço de urso. Faziam gracinhas pra me ver sorrir, só porque risada de criança é gostosa. E depois, me jogavam pro alto, me carregavam no colo e me faziam carinho pra dormir. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parti para a vida adulta com essas referências felizes.  Mas ganhei idade pra começar a apanhar. E descobri que viver dói...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até conhecer o amor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um piscar de olhos, a esperança renasce. O colo, o passeio, o carinho, tudo acontece de novo. E o olhar de ternura devolve a certeza de que somos incondicionalmente queridos, de que nenhum mal nos acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por um instante, o amor basta. Mas ele também cresce, e também faz suas escolhas. Insiste na mania de ser responsável, racional, lógico. E a lógica pressupõe medidas perfeitas. Compatibilidades. Postulados, hipóteses e conclusões. Assim, muitas vezes o amor é desprezado como a resistência do ar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acontece. Dizem que pra compartilhar a vida é mais importante sincronizar as complicadas personalidades dos adultos do que simplesmente amar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só que eu não consegui me acostumar com essa ideia. E nem quero tentar. Então, estou indo embora. Aos 25 anos, me refugio no asilo da infância eterna pra redescobrir o amor e para voltar a ser criança.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lá, quando eu sentir vontade de perguntar de novo "por que é que tem que ser assim?", vão me responder: "Porque sim".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E finalmente, desprovido de complicações e questionamentos, o amor voltará a fazer sentido e será suficiente para acalmar o coração.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fique à vontade para me visitar quando quiser. E não se esqueça do Kinder Ovo. Beijos sabor chocolate!&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-2633475364834879339?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/2633475364834879339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=2633475364834879339&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2633475364834879339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2633475364834879339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/08/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3135218586265877080</id><published>2011-06-19T16:27:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T17:35:37.762-07:00</updated><title type='text'>Tenho certeza que ela está aqui</title><content type='html'>Vocês não fazem idéia da angústia que sinto ao pensar no ofício do escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho adolescente era ser escritora. Culpa do Fernando Sabino que embalou minhas primeiras leituras juvenis com seus romances-crônicas envolventes e divertidos. Daí eu me atrevi a começar um livro. A imaginação adolescente não é muito extensa. Por isso a minha trama envolvia uma jovem, um rapaz, um &lt;i&gt;affair&lt;/i&gt;, um vilão (que não era vampiro), uma traição e um desfecho com o qual eu planejava surpreender meus leitores. História feita na cabeça, era só pegar caneta e papel - sim, eu ia escrever a mão! - e começar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante meses eu tentei colocar em palavras a história que eu contaria numa roda de conversa, do começo ao fim, sem gaguejar. Mas as páginas em branco do caderno velho onde comecei esboçar meu romance se tornaram as vilãs da minha carreira de escritora. Quando estava diante delas, angustia e ansiedade me possuiam - e eram abafadas apenas quando a imaginação e o vocabulário conseguiam produzir alguns parágrafos. Foram apenas quatro páginas de muito trabalho braçal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de contar algo criado pela imaginação ou algum fato trazido do fundo da memória tem que ser acompanhada dessa coisa chamada inspiração. Tem definição pra isso no dicionário. Mas para mim inspiração é desejo, é criatividade, é lúdico, é poesia. Tudo junto e misturado no ser do escritor, que por sua vez, tem que estar disposto a perceber que tem isso dentro dele. E efervecer, e inquietar-se, e permitir que se traduza em emoções explodidas em palavras. Fazer isso pode ser um exercício de auto-conhecimento ou exorcismo de si mesmo. De qualquer forma é um processo. E é intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso cada vez que termino de ler um romance, ainda que não seja uma obra tocante, logo penso no quão dificil e, possivelmente, doloroso foi para o autor materializar aquela idéia e imprimir as várias emoções. O prazer da obra pronta é a recompensa. Mas antes dele tem aquele processo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha inspiração vive quieta dentro de mim. Ela se alimenta da coragem e da disposição dos autores que leio para, quem sabe um dia, me expor da mesma forma. É um sonho. E sonhar pode ser essencial à inspiração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3135218586265877080?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3135218586265877080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3135218586265877080&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3135218586265877080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3135218586265877080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/06/tenho-certeza-que-ela-esta-aqui.html' title='Tenho certeza que ela está aqui'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1308983210117178090</id><published>2011-01-02T21:47:00.001-08:00</published><updated>2011-01-02T21:47:29.996-08:00</updated><title type='text'>Repouso inquieto</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cansado, o coração tinha pedido férias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Remuneradas com pouco significado: por enquanto, seria melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem pretensões e sem intensidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desgastou-se nos desentendimentos com o cérebro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vingado, deixou a paixão de castigo. Sem alimento, até segunda ordem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mandou o amor para uma ilha deserta. Sem passagem de volta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lá ele ficaria, até que fosse forte o suficiente para vencer as marés.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na paz e na tranqüilidade, viveu a comodidade das emoções anuladas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estava tudo bem, nada mais inquietava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não podia viver sem poesia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sofria sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pedia inspiração.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tinha medo da morte&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do pulsar em fraca velocidade&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que fazia sua arte repousar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Veio um olhar na multidão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um único olhar, entre tantos inquietos&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assustou a poesia sonolenta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pedia atenção. Queria versos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que seria?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma bênção?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um resgate?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma digressão?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma compensação?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que quer que fosse&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fez sorrir&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fez cantar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fez acelerar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trouxe de volta o significado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora não pudesse significar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sentido virá?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os sentidos virão?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se sabe... Não se espera...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na memória do beijo imaginado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na sombra do momento não vivido&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na testemunha do encontro incomodado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O despertar da poesia fez tudo valer a pena&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Novamente, a vida pela vida&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A arte pela arte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1308983210117178090?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1308983210117178090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1308983210117178090&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1308983210117178090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1308983210117178090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2011/01/repouso-inquieto.html' title='Repouso inquieto'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1613881530767604819</id><published>2010-11-29T21:33:00.001-08:00</published><updated>2010-11-29T21:36:07.372-08:00</updated><title type='text'>SEGUNDA</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#c00000'&gt;&lt;em&gt;Nada a declarar, quando a música fala por mim.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://www.youtube.com/watch?v=eDr3u5MF2HQ&amp;amp;feature=player_embedded#at=34'&gt;http://www.youtube.com/watch?v=eDr3u5MF2HQ&amp;amp;feature=player_embedded#at=34&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#0f243e'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Eu já estou com o pé nessa estrada&lt;br/&gt;Qualquer dia a gente se vê&lt;br/&gt;Sei que nada será como antes amanhã&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Que notícias me dão dos amigos?&lt;br/&gt;Que notícias me dão de você?&lt;br/&gt;Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã&lt;br/&gt;Resistindo na boca da noite um gosto de sol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Num domingo qualquer, qualquer hora&lt;br/&gt;Ventania em qualquer direção&lt;br/&gt;Sei que nada será como antes, amanhã&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Que notícias me dão dos amigos?&lt;br/&gt;Que notícias me dão de você?&lt;br/&gt;Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã&lt;br/&gt;Resistindo na boca da noite um gosto de sol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Nada será como antes", é o que garantem Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É o que confirma a voz de Elis Regina, nessa e em tantas outras músicas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#c00000'&gt;&lt;strong&gt;"No presente, a mente, o corpo é diferente: e o passado é uma roupa que não nos serve mais".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1613881530767604819?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1613881530767604819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1613881530767604819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1613881530767604819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1613881530767604819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/11/segunda.html' title='SEGUNDA'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-7578374447057591409</id><published>2010-11-28T19:53:00.001-08:00</published><updated>2010-11-28T19:57:24.580-08:00</updated><title type='text'>DOMINGO</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fui do céu ao inferno,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vi a paz no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passei direto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Busquei a plenitude&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aquela traiçoeira!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhum segundo dura a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que foi e o que será&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez nunca chegou&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez nunca se vá.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na solidão do incerto,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abri a porta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Li, reli, pensei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A razão entrou&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se apoderou de mim:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me entreguei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Veio a música&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passou pelo vão&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me fez sentir viva&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me fez sentir&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me fez&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era domingo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de ser humano&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de chorar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de dormir&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de se arrepender&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de descansar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de sofrer&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de rir&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia de se completar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas faltava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela me fez companhia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por três minutos e meio&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E se foi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chamei outra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por três minutos e meio&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela se foi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viciei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas chega a hora em que as notas se calam&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"It's a quarter after one"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O silêncio da noite escancara&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ausência conformada&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até sábado eu não tinha percebido&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ou não queria perceber.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ou não tinha nada pra perceber.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Amo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não sei por quê&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem para quê.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O silêncio traz a razão de volta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu me calo&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E adormeço.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E sonho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E esqueço.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#c00000'&gt;&lt;em&gt;"There's a song that's inside of my soul, It's the one that I've tried to write over and over again..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-7578374447057591409?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/7578374447057591409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=7578374447057591409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7578374447057591409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7578374447057591409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/11/domingo.html' title='DOMINGO'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-2188839920825682588</id><published>2010-10-03T20:46:00.001-07:00</published><updated>2010-10-03T20:50:24.872-07:00</updated><title type='text'>Dilacerando Paradigmas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;E aí, tanta coisa acontece, tantas perguntas mudam, tantas respostas se tornam insatisfatórias...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Faltava abandonar a velha escola, tomar o mundo feito Coca-Cola&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Faltava eu acordar, ser gente grande pra poder chorar..."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;... Pra ressignificar as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seguir com a única certeza da incerteza.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Prudente, com certa frequência. Medrosa, às vezes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Corajosa, como nunca. Errando, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caminhando. Tropeçando. Caindo na balada. Sóbria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sóbria da alegria de viver em busca do que faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Renovando antigos sentidos, buscando sentidos coexistentes entre o ganhar e o perder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Afinal, ganhar e perder devem ser sinônimos, ou irmãos de causa e consequência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Não haveria som se não houvesse o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não haveria luz se não fosse a escuridão&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não temos culpa de preferir o som. Não temos culpa de preferir o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ambos os casos, preferimos exclusivamente a nossa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pra isso, tantas vezes fazemos outros sofrerem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há culpados? Há egoísmo? Há maldade?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo o que vejo nesse mundo é uma busca desesperada, que muitas vezes deveria ser pré-absolvida. Mas nem sempre é fácil entender quando a busca desesperada é do outro e você resolveu parar pra descansar. É mais difícil ainda saber se pra esse descanso acontecer é preciso um encosto, uma solidão, ou qualquer coisa que te assegure. O amor, talvez? Está aí uma coisa que não assegura mais ninguém. Papo antigo... Out...será?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Existirá&lt;br /&gt;Em todo porto tremulará&lt;br /&gt;A velha bandeira da vida&lt;br /&gt;Acenderá&lt;br /&gt;Todo farol iluminará&lt;br /&gt;Uma ponta de esperança&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E se virá&lt;br /&gt;Será quando menos se esperar&lt;br /&gt;Da onde ninguém imagina&lt;br /&gt;Demolirá&lt;br /&gt;Toda certeza vã&lt;br /&gt;Não sobrará&lt;br /&gt;Pedra sobre pedra&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enquanto isso&lt;br /&gt;Não nos custa insistir&lt;br /&gt;Na questão do desejo&lt;br /&gt;Não deixar se extinguir&lt;br /&gt;Desafiando de vez a noção&lt;br /&gt;Na qual se crê&lt;br /&gt;Que o inferno é aqui&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Existirá&lt;br /&gt;E toda raça então experimentará&lt;br /&gt;Para todo mal&lt;br /&gt;A cura&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Voltar ou ir pra frente? Ir pra frente também pode desenhar um círculo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O círculo muda de direção toda hora, mas continua em frente e volta pro mesmo lugar. Já parou pra pensar nisso?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu não quero mais tentar antever onde vai dar. E não quero ficar parada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E viva a força centrípeta! Viva o horizonte! Viva a régua! Viva a mão de Deus! Viva qualquer fator externo que vá me guiar, porque eu estou à disposição.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-2188839920825682588?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/2188839920825682588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=2188839920825682588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2188839920825682588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2188839920825682588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/10/dilacerando-paradigmas.html' title='Dilacerando Paradigmas'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3713765298831729304</id><published>2010-08-15T00:32:00.001-07:00</published><updated>2010-08-15T14:47:21.741-07:00</updated><title type='text'>Reflexões da sua lágrima</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estou por trás de todas as escolhas. Ao contrário do seu sorriso, não preciso provar nada a ninguém. Prefiro cair quando estamos a sós, mas às vezes você faz questão de ser notado. Besteira... Ninguém pode me entender, a não ser você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Só você pode medir o quanto sou sincera. Às vezes, sou motivada por um drama, uma imaturidade, uma birra, um desespero, entre outras circunstâncias permeadas pela falsidade. Depois que o tempo passa, até aceito essas classificações. Mas o meu presente nunca é equivocado. Só venho à tona quando tenho certeza de que minha atuação é necessária. Só a lágrima tem a verdadeira onisciência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando apareço na alegria, é porque a dor teve uma pausa. Então, não acredite se uma pessoa disser que está chorando de felicidade. Ela chora por se lembrar de uma dor que foi superada por aquele momento específico. E como felicidade nunca é plena, ela também chora por medo de doer de novo. E sempre volta a doer, porque as pessoas sempre partem, os amores sempre acabam, os sentidos sempre mudam, as quedas continuam a ferir. Viver não tem fim. Provo isso quando venho motivada pela morte: Seja qual for o tempo, posso fazer qualquer um reviver.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tenho sido bastante solicitada pelo coração. Mas a ordem de serviço vem do cérebro, meu verdadeiro chefe. Não posso cair se ele não mandar. Não sei quem disse que o coração e o cérebro eram de departamentos diferentes. O coração é tão operário quanto eu, só que ele age como um funcionário insubordinado. E graças a essa falha corporativa, tenho trabalhado bastante. Ando exausta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se fosse seguir todas as vontades do coração, eu cairia toda hora. Podia passar o dia inteiro caindo. E quanto mais trabalho, mais preciso trabalhar. Sabendo disso, a chefia faz a moderação pra me poupar. Imaginem como o mundo ficaria estranho no dia em que eu não tivesse mais forças pra cair?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A lágrima move o mundo. Ninguém pode comigo. Você pode tentar me segurar, mas eu vou aparecer quando você menos esperar. Mesmo se você não chamar, eu tenho minhas obrigações. Sou enviado para te fazer mais humano. Sou a única constante na tua vida, às claras ou às escondidas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na tua solidão, eu estarei lá, recordando momentos bons que não voltam mais ou vivendo a dor pela falta dos que ainda não vieram. Em geral, vão dizer que você não tem motivos para me receber. Mas só nós dois sabemos. Às vezes, sei dos seus motivos melhor que você, por isso me manifesto para te lembrar o que você é e o que você sente de fato.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Logo, não entendo quando você se revolta com a minha queda, tentando lutar contra você mesmo. Todos tentam te convencer que eu sou inútil, que eu não deveria dominar você. Mas eu não domino ninguém, eu ajudo a exercitar o auto-domínio. Isso significa que eu te ajudo a ser mais você, porque o mundo te inspira a ser o contrário o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Preciso confessar: fico enfurecida quando leio a ordem de serviço e no motivo está escrito "saudade de quem está vivo". Caramba! Quantos momentos bons eu poderia curtir com a minha família, amigos e amores se você não se esforçasse tanto pra ficar longe dos seus. Isso que eu chamo de labuta desnecessária. E é bem nessas horas que eu ativo uma das minhas melhores habilidades: caio para tornar presente quem está ausente. Alivio-te por alguns instantes. Medida meramente paliativa, só tem um jeito de resolver esse problema e você sabe como.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E por saber como se faz pra resolver, você me chama novamente. Pois nem sempre aplicar o saber é tão simples, sobretudo quando a saudade é motivada pela rejeição alheia. A rejeição é uma fonte de dor infinita, porque quem rejeita uma ou duas vezes tende a rejeitar sempre. E superar uma dor significa senti-la novamente. Ignorar os fatos não vai apagá-los da sua memória: pode ser que eles voltem quando aquela tal felicidade lá se for.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;Mas não se preocupe: sempre que precisar de mim, estarei aqui. É curioso como um líquido tão leve, próprio da fragilidade, seja capaz de te dar tanta força. Mas somente eu, sua maior fonte de auto-conhecimento, posso conduzir seus passos aos caminhos cada vez menos errados. Me leve com você e eu te guio, com todo o prazer e com toda a dor que justificam a tua ânsia de se encontrar no final, para um novo começo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3713765298831729304?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3713765298831729304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3713765298831729304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3713765298831729304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3713765298831729304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/08/reflexoes-da-sua-lagrima.html' title='Reflexões da sua lágrima'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-7772482736187386345</id><published>2010-07-10T23:07:00.001-07:00</published><updated>2010-07-10T23:11:16.533-07:00</updated><title type='text'>Eu e as palavras...</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Estou com sono, mas preciso escrever a vida, e tem que ser agora.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(148, 54, 52);font-size:12pt;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Músicas, letras, intenções.&lt;br /&gt;Livros, páginas, cadernos, folhas soltas.&lt;br /&gt;Versos, poemas. Redes sociais, horóscopo. Astrologia.&lt;br /&gt;Runas, tarô do amor, do trabalho, do sim ou não.&lt;br /&gt;Igrejas, padres, pastores, guias espirituais. Homilias, orações.&lt;br /&gt;Bíblia. Imitação de Maria. Imitação de Cristo.&lt;br /&gt;Auto-ajuda. Cura interior. Cartões, lembranças, presentes, SMS.&lt;br /&gt;E-mails, conversas. Diálogos, monólogos, debates, consultas.&lt;br /&gt;MSN, Skype, Gtalk, comunicadores em geral.&lt;br /&gt;Revistas, jornais, blogs, notícias, opiniões.&lt;br /&gt;Vídeos, animações, literatura.&lt;br /&gt;Séries, cinema, arte, expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo parar. Eis o meu verdadeiro vício.&lt;br /&gt;Em toda parte, procuro palavras em busca de certezas, mas só encontro respostas, interpretações e nenhum sossego.&lt;br /&gt;Eu procuro em toda parte porque não consigo encontrar dentro de mim.&lt;br /&gt;"Que lugar me contém, que possa me parar?"&lt;br /&gt;Cheia de dúvidas, sigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passo que sigo, espero.&lt;br /&gt;Espero a meia noite, espero virar a página.&lt;br /&gt;Espero trocar a home, atualizar o navegador.&lt;br /&gt;Espero chegar a mensagem, espero a hora certa de mandar. Intimar, convidar, reagir, replicar.&lt;br /&gt;Espero a resposta que não vem.&lt;br /&gt;Espero a paz em forma de palavras que a ninguém importam mais que a mim mesma.&lt;br /&gt;Palavras escritas ou ausentes, boas ou ruins.&lt;br /&gt;Ah... A estabilidade das palavras, que trazem a instabilidade das ideias.&lt;br /&gt;Ideias que não correspondem aos fatos... e o tempo não pára.&lt;br /&gt;Não quero mais só a expressão do começo, nem a síntese do fim.&lt;br /&gt;Quero um texto que dure a vida inteira, e não apenas passe por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo e quando calo, escuto.&lt;br /&gt;Se eu sufocar com pedidos e explicações, tradução de sensações&lt;br /&gt;Suplicar ouvidos às minhas perguntas, questionamentos, intenções&lt;br /&gt;Não pense jamais que quero prender&lt;br /&gt;Quando peço palavras, só tento me libertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-7772482736187386345?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/7772482736187386345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=7772482736187386345&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7772482736187386345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/7772482736187386345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/07/eu-e-as-palavras_10.html' title='Eu e as palavras...'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-8549906009990948656</id><published>2010-07-09T22:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T19:29:28.171-07:00</updated><title type='text'>É bom...</title><content type='html'>&lt;i&gt;Um velho calção de banho, um dia para vadiar&lt;br /&gt;experimentando tudo o que é possível para viver um grande amor&lt;br /&gt;e assim amar, ai de mim, muito mais do que podia amar&lt;br /&gt;mesmo que haja dor do amor que teve fim, que foi ruim, sei que sim outro amor há de apagar&lt;br /&gt;amar, &lt;br /&gt;sentir-se fraco, peito extravasado, e com tudo isso que é capaz de confundir o espirito de um homem, perceber que amar é sofrer.&lt;br /&gt;e o que é que tem sentido nesta vida? &lt;br /&gt;a tristeza que não tem fim, mas que tem a esperança de um dia não ser mais triste não?&lt;br /&gt;por isso eu só acredito em liberdade e estar sempre com saudade de viver um grande amor&lt;br /&gt;E jà que a vida é pra valer - e não se engane não, tem uma só!&lt;br /&gt;então, hei de morrer de amar mais do que pude.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sinergia que existe entre librianos, filhos de Xangô ou poetas e súditos, me enchi da poesia de Vinicius de Moraes justo na semana que completa 30 anos da sua morte. Claro, não me lembrei disso enquanto ouvia repetidas vezes o repertório nos últimos dias. Foi intuitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia do Vinicius faz com que eu não me sinta de todo só no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ele eu acredito que o amor é a essencia. Do ser, do universo. O amor é a dor e o conforto. A solidão e a saudade. O amor é a coisa boa que une e equilibra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é ser completo.&lt;br /&gt;E Vinicius amou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, amigos, musica, Xangô, poesia, Rio, Bahia, "coisinhas verdinhas de que eu gosto tanto", como disse uma vez em entrevista.&lt;br /&gt;E eu busco essa completude.&lt;br /&gt;Eu quero amar. &lt;br /&gt;Sempre. &lt;br /&gt;E muito. &lt;br /&gt;Mesmo com a onipresença da tristeza - tão certa e segura da sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana os versos do Vininha povoaram meus pensamentos, tocaram meu coração, me fizeram bem. Porém, de tudo o que ouvi, o mais singelo e talvez menos significativo poema foi o que mais me provocou. Afinal, é o cenário perfeito para fazer crescer o amor tão sufocado pelas relações formais do cotidiano. É a comunhão entre homem e natureza. &lt;br /&gt;Não é só bom. Deve ser sensacional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;...passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã,  falar de amor em Itapuã.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahhhh poetinha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-8549906009990948656?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/8549906009990948656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=8549906009990948656&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8549906009990948656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8549906009990948656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/07/um-velho-calcao-de-banho-um-dia-para.html' title='É bom...'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1584094898905403136</id><published>2010-05-02T15:03:00.001-07:00</published><updated>2010-05-02T15:03:12.504-07:00</updated><title type='text'>Fluxo de Consciência</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://www.youtube.com/watch?v=O0yvjk6mzKE'&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;"You're so ahead of yourself that you forgot what you need. Though you can see when you're wrong, You know, you can't always see when you're right"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#c00000; font-size:8pt'&gt;&lt;em&gt;"Você está tão adiante de si mesmo que esqueceu o que precisa. Apesar de poder ver quando está errado, você sabe, nem sempre se pode ver quando se está certo"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Vienna&lt;/strong&gt;, Billy Joel. Não à toa, é música tema do filme "De repente 30". Aquele momento em que boa parte dos seres humanos param e pensam "Meu Deus, o que tô fazendo da minha vida"?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Mas há quem pare e pense nisso antes. Porque a gestão da vida funciona como em um plano de negócios: é uma sequência de chutes baseada na experiência de outros times. Tem primeiro tempo. Tem segundo tempo. Tem tiro de meta. Tem impedimento. Um montão de juiz. Uma torcida contra. Uma torcida a favor. Patrocinadores. Uniforme. Correria. Cansaço. Um ou outro gol. Um cartão vermelho atrás do outro. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Não sei se isso é bom, mas a cada dia que passa meu plano de negócios fica mais falido por causa desses cartões vermelhos. Eu tenho as metas. Tenho os parâmetros. Tenho a lógica padrão. Tenho o comportamento adequado e sigo modelos socialmente aceitáveis. Mas toda hora a vida me traz possibilidades que fazem toda essa baboseira perder o sentido. Eu quero cometer faltas!!! Faltas graves!!! Faltas improváveis!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Eu não sei quando vou me arrepender por não ter cometido essas faltas capazes de preencher boa parte dos meus vazios. Largar o trabalho dos relacionamentos estratégicos para ser amiga da música despretensiosa... Trocar uma alimentação saudável por café, coxinha, coca e chocolate... trocar o café pelo vício da paixão... trocar a paixão pelo amor companheiro... (já perceberam que amigo e amor tem o mesmo radical? E que isso muitas vezes parece uma coisa beeem radical?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;a href='http://www.youtube.com/watch?v=xv4HOh9uwLc'&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;"I don't believe in many things, But in you I do"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#c00000; font-size:8pt'&gt;"Eu não acredito em muitas coisas, mas em você eu acredito"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;a href='http://www.youtube.com/watch?v=7Do14z5ycic'&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;"To dreams that never will come true… Am I strong enough to see it through?"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#4f81bd; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&lt;span style='color:#c00000; font-family:Calibri; font-size:8pt'&gt;&lt;em&gt;"Aos sonhos que nunca virão a ser verdade, eu sou forte o bastante para ver isso acabar?"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Ao menos na minha música, tudo pode se tornar real. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1584094898905403136?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1584094898905403136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1584094898905403136&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1584094898905403136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1584094898905403136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/05/fluxo-de-consciencia_3985.html' title='Fluxo de Consciência'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3927564498582127847</id><published>2010-03-08T17:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T17:13:40.127-08:00</updated><title type='text'>É tempo de desligar o rádio.</title><content type='html'>Não que eu ignore o valor da música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desligar o rádio é preciso. É preciso ouvir o som do entardecer perto de sua casa. Deixar que o seu pensamento componha sua própria música, em uma orquestra da maior variedade que já se fez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ouvir a música que vem de você. Aquela que você está compondo a todo momento, e que acaba se perdendo nos ruídos do rádio. A música do seu mundo, que vem da janela do seu carro, da sua casa. Feita de uma mistura improvável de barulho do motor, buzinas e gotas de chuveiro. É preciso ouvir o som do entardecer que existe no seu caminho de volta. Você conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso também desligar a TV. Desligá-la e abrir todas as janelas num fim de tarde com ar parado, como hoje. Escutar os latidos na vizinhança e imaginar que tipo de assunto pode dar tanto pano pra manga na cabecinha daqueles animais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vi no jornal que os surdos se saem melhor em laboratórios, em atividades que exigem concentração. E fiquei pensando, por um momento, em como a surdez pode ser libertadora. Em como a anulação deste sentido pode criar novos paradigmas de percepção. Você já pensou nisso? Você quer desenvolver isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando seus dedos coçarem para desligar o rádio, não hesite. Você não vai encontrar um som tão real como aquele que só você ouve, só você entende e só pra você fará sentido. Não há letra de música, melodia ou arranjo que resuma a sua existência.&lt;br /&gt;Desligue o rádio, hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3927564498582127847?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3927564498582127847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3927564498582127847&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3927564498582127847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3927564498582127847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/03/e-tempo-de-desligar-o-radio.html' title='É tempo de desligar o rádio.'/><author><name>Júlia Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13146745259053014378</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5359/1239/1600/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-5535520713540184627</id><published>2010-02-15T16:50:00.001-08:00</published><updated>2010-02-15T16:50:31.869-08:00</updated><title type='text'>O cheiro da tinta...</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;Ainda ontem, passei pelo corredor do prédio em tinta fresca e estremeci com um momento déja vu. Eu tinha seis anos quando percebi esse cheiro pela primeira vez. Também era a primeira vez que eu entendia o significado de uma casa própria. "Ué, pai, aqui não vem ninguém pra cobrar o aluguel?" – "Não filhinha, não vem. É a nossa casa". Recordo-me desse aroma inspirador como se fosse ontem. Ele me chamava para o novo. Insinuava o universo de possibilidades apresentadas por aquela casa enorme, com aquele quintal gigante e aquela rua cheia de crianças.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A biblioteca, agora, tinha uma sala só pra ela. Os livros brilhavam na prateleira. Eu não via a hora de poder colocar em prática tudo o que havia aprendido naquela lousinha singela, que minha irmã usava na outra casa para me ensinar a ler e a escrever. Até então, apenas esperava ansiosa pelas aulas de recorte e colagem da pré-escola. A professora nos estimulava a escrever apenas o próprio nome, o restante da estratégia era composto por brincadeiras que, mais tarde, fiquei conhecendo como atividades lúdicas. Pedagogia da fantasia, enquanto era muito difícil e nada atrativo entender o mundo que nos esperava. Melhor brincar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desse novo mundo, fui chegando perto lá pela sexta série. "Você nunca ficou com ninguém? Boca-virgem? Não sabe o que está perdendo". Na verdade, eu estava mais preocupada em aprender a fatorar e a terminar de ler os livros que eu havia emprestado na biblioteca. O prazo para devolução estava acabando. E o tempo passava. E quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia estranha por não me interessar pelos meninos desinteressantes da escola. De todos, apontei o menos pior e disse: gosto desse. Só pra me sentir menos deslocada dentro de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eis que veio o primeiro amor. Sensação diferente. Durou uns quatro dias. Foi o coração que escolheu. Mais tarde, a razão mostrou que o menino era tão desinteressante quanto os outros. E daí nasceu a expressão "coração burro da porra". Que se repetiu infinitas vezes, por períodos variados. Amores platônicos, amores quase possíveis e os plenamente possíveis, que costumam durar mais e fazer um estrago maior. Mas o começo é sempre o começo. Uma delícia. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí você conclui: não parece uma tremenda idiotice comparar o tempo que eu gastei lendo com o tempo que as minhas amigas gastaram beijando na boca, como a leitura indicasse superioridade? Pois bem. Metade delas virou mãe solteira ou se (enterrou) casou antes dos 20,ou poucos anos depois. A outra metade está mais ou menos como eu. Mas são meninas que beijaram mais do que eu. Isso quer dizer que viveram mais a juventude do que eu. E também pode significar que carregam mais feridas do que eu. Por outro lado, poucas, ou nenhuma, podem ter provado a sensação do primeiro beijo mágico, com intensidade mútua, que virou paixão, se tornou amor e que... bem, acabou na merda. Tudo bem, sem lamentações. O cheiro do primeiro beijo se repetiu pouco tempo depois, em uma nova paixão que também acabou... E vai continuar se repetindo, quantas vezes forem necessárias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Portanto, não vamos comparar. Todas nós estávamos buscando a felicidade. Nos livros, nas bocas, nos recortes e colagens, nos quebra-cabeças da existência. O que não vivi ontem me permitiu viver o que vivi hoje. A negação traz a possibilidade. A inexperiência leva à experiência. Viver implica se arriscar. Para o sim ou para o não, haverá conseqüência. Haverá mais vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para quem beijou muito ou pouco, chega o tempo da responsabilidade. Trabalhar, estudar de verdade, se engajar em um projeto social, construir seu círculo de amigos, cuidar da família. Aturar chefe estressado, aturar professor mal amado, aturar a si mesmo - a parte mais difícil. Porque ser responsável implica estar o tempo todo com pessoas que te fazem encontrar o melhor e pior de você mesmo. Daí, ser desobediente pode te conduzir a uma grande tragédia. Ser obediente, também. A palavra responsabilidade vem de "resposta". Sim e não. Tudo depende de você.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pressão demais. O sim é mais fácil... você vai lá e compra o que a infância sonhou. Se afoga em dívidas. Estoura todos os seus cartões de crédito. Tenta superar as privações de uma juventude inteira com alguns salários que mais parecem prêmios da loteria. Afinal, você nunca teve tanto dinheiro nas mãos. Parece que, depois de se ferrar tanto, o sucesso chegou. E ele vai parar no SPC em poucos meses. Com o sucesso se divertindo lá, você se sente um fracasso. Percebe que tudo precisa ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E faz diferente. E vê as oportunidades surgindo novamente. Vê, inclusive, que o fracasso não foi fracasso. Que realizar os sonhos, ainda que pequenos, continua valendo a pena. Mas entende que não vale a pena trocar a felicidade em doses homeopáticas pelo prazer orgásmico de uma única vez. Até porque, depois que passa, a gente sempre pensa: "Foi só isso?" Sim... é tudo tão rápido... sempre... Boa mesmo é a alegria que vem devagar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já não há mais casa própria. Mas o aluguel é pago pelo internet banking. Já não há mais amor. O emprego é diferente. A cabeça é diferente. A experiência e a inexperiência caminham lado a lado. Há mais amigos de qualidade... Há mais entendimento do que seja o amor. A idealização e a decepção continuam amigas para combater o inimigo comum da realidade. Ou seja, as três continuam existindo e convivendo com a nossa alma. No fim da batalha, só existe uma opção: recomeçar. Então pare e sinta... nunca se esqueça do cheiro da tinta. A guerra continua.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-5535520713540184627?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/5535520713540184627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=5535520713540184627&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/5535520713540184627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/5535520713540184627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2010/02/o-cheiro-da-tinta.html' title='O cheiro da tinta...'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-2705140491136377924</id><published>2009-11-01T19:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T15:06:50.036-08:00</updated><title type='text'>Normal</title><content type='html'>Normal. &lt;br /&gt;"Amanhã a tarde capaz que chova"&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;"Já começaram as campanhas eleitorais de 2010..."&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;"...e as propostas são as mesmas de 2006" &lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;"E você? Como está?"&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;Dito assim, seco, sem exclamações, reticencias ou reverberação de vogais, normal é como uma tendencia da estação. É o nude. Mais do que isso: normal é um estado de espirito.&lt;br /&gt;Ou uma convenção social. Ou um modo de vida.&lt;br /&gt;(normal way of life...)&lt;br /&gt;Normal padroniza comportamentos. &lt;br /&gt;Usa drogas? Anti-depressivos? É ciumento, possessivo ou egoísta? É tudo isso??&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;Absolve ausências.&lt;br /&gt;"Não te liguei, mas não esqueci de você..."&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;Atenua as fraquezas humanas.&lt;br /&gt;"Eu não queria, mas o odeio com todas as minhas forças!"&lt;br /&gt;- Normal.&lt;br /&gt;E no momento que você percebe que quase nada se encaixa, se justifica ou faz sentido; que toda palavra dita lhe soa falsa ou vazia e começa a sentir parte da angústia vivida pela G.H do romance de Lispector, não tenha dúvida que...&lt;br /&gt;Pára!&lt;br /&gt;Isso não é normal.&lt;br /&gt;Se ninguém percebeu é porque esse é um problema exclusivo. Só seu.&lt;br /&gt;E não vá buscar resposta nos especialistas.&lt;br /&gt;(Aliás, morte aos intelectuais...discursos, apenas discursos...)&lt;br /&gt;Porque vai haver um momento que, por algum motivo, você vai se dar conta de que existe. Humano e miserável. E quando esse momento chegar...&lt;br /&gt;Assobie, cante uma música, vá ler um jornal.&lt;br /&gt;Relaxa. Está tudo bem.&lt;br /&gt;Tudo nude.&lt;br /&gt;Normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-2705140491136377924?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/2705140491136377924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=2705140491136377924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2705140491136377924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/2705140491136377924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/11/normal.html' title='Normal'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-6537236127809617360</id><published>2009-09-28T15:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T15:41:08.474-07:00</updated><title type='text'>Epifania ou Algo Que Precisava Ser Falado</title><content type='html'>Várias vezes ouço dizerem: “nossa Julia, sua memória é boa”, mas todas as vezes foi minha memória curta (aquela de coisas que aconteceram há 1 dia, 2 dias, etc). A minha memória longa é, na verdade, deplorável, quase inexistente. Sério: tirando aquelas coisas muito, mas muito marcantes que acontecem na nossa vida, é muito raro eu lembrar dos detalhes do meu passado  – tipo minhas brincadeiras favoritas da infância, episódios de Doug Funnie, Chaves or whatever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, por motivos que algum psicólogo leitor deve saber, as sensações nunca me fogem. Em suma: não sei direito por que, mas Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dogville me mostraram como o ser humano é vil; não sei recitar (sequer lembro os títulos), mas Augusto dos Anjos tem os meus poemas preferidos; e, por argumentos que já tive na ponta da língua, discordo plenamente das revistas masculinas e do endeusamento do Capitão Nascimento. Eu simplesmente sei, entende? E, acredite, não é uma certeza burra. Eu simplesmente confio na minha linha de pensamento, sei lá. Eu não sou idiota, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer é que essa coisa das sensações, da sensibilidade (talvez), fazem todo o sentido do mundo pra mim. Muito mais do que argumentos racionais. Do que o empirismo. Do que uma troca de idéias em uma bodega qualquer. [de novo: algum psicólogo??] O problema é que é muito difícil desvendá-las, pra mim. [Acho que mando bem em textos presumidamente didáticos, contanto que tenham um objeto racional. Vai falar de sentimento... aí, desculpa. Tem outras duas nêgas muito mais gabaritadas para tal.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe o que é interessante? Quando as coisas fazem sentido, é tão bom! É prazeroso, é lindo. Isso pode, sim, acontecer durante uma troca de idéias ou de um momento contemplativo da arte, por exemplo, mas o legal é quando a coisa vem de você mesmo, sabe? Aqueles momentos epifânicos que a gente tem às vezes. Não são fáceis nem freqüentes, são insights que temos ao longo da vida e que, pra mim, norteiam muitas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo – que eu não sei exatamente o quê, só sei – me faz ter certeza absoluta que o sentido das coisas está dentro de nós. Aqueles dilemas gigantes da nossa vida, aquela angústia que corrói... é num momento em que você se distancia um pouco meio que pra olhar a paisagem lá fora [sentir o cheiro de asfalto molhado que vem da rua], quase como se aquilo não existisse... aí é que o sentido vem, que a resposta chega, que você se sente pleno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa aí pelo discurso clichê e confuso. É que, cara, quando isso acontece...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-6537236127809617360?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/6537236127809617360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=6537236127809617360&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/6537236127809617360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/6537236127809617360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/09/epifania-ou-algo-que-precisava-ser.html' title='Epifania ou Algo Que Precisava Ser Falado'/><author><name>Júlia Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13146745259053014378</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5359/1239/1600/blog.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-4945357107846351298</id><published>2009-07-26T17:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T18:54:57.061-07:00</updated><title type='text'>Porque eu não leio jornais...</title><content type='html'>Não sei o que está se passando no Senado. Não faço idéia. Aliás, faço idéia, mas não quero detalhes. Sinceramente, minha vontade é falar um "Foda-se!" bem sonoro cada vez que ouço/leio sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei quatro anos me graduando para ser uma comunicadora social habilitada a trabalhar com jornalismo. O problema é que, antes disso, eu passei minha adolescência toda sonhando em ficar adulta e ganhar aquilo que nunca tive: dinheiro. A incompatibilidade de gênios (e grana) levou ao divórcio com a profissão. Me formei, me separei e antes que tomasse a iniciativa de rasgar o papel que nos unia o STF fez o favor de invalidá-lo. Pois é. Não se pode mais terminar um relacionamento sem intervenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim! Por que não leio jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos erros de português. Fosse eu acionista de um grande grupo de comunicação venderia todos os meus ativos ainda que mal cotados no pregão. Concordância verbal se aprende no ensino fundamental. E coesão deveria ser algo genético. Assim prevaleceria a teoria darwinista e só os melhores - e mais adaptados - sobreviveriam no mercado de jornalismo. Garanto que teriamos leituras bem mais agradáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam assuntos. Sala de espera de consultório médico costuma render diálogos mais frutíferos do que as páginas dos mais conceituados cadernos da imprensa nacional. Semana passada aprendi sobre autismo com uma pedagoga que aguardava ser atendida na clínica. O papo fluiu e terminamos discutindo sobre a nulidade do Estado diante das questões educacionais. E em momento algum nossas opiniões foram respaldadas por informações tiradas dos jornais. Os de hoje, por exemplo, se resumem a um acidente na Fórmula 1, ao aterrorizante virus da gripe e, claro, Sarney e sua quadrilha, digo, familia. De útil mesmo só os números da loteria federal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos adjetivos aos "sub-grupos" sociais; as opiniões formadas e nunca repensadas dos articulistas; a carência de argumentos nas miseráveis análises da realidade; as manchetes arrogantes de economia; as fotos vazias de conteúdo; a inutilidade anunciada em tempos de farta informação virtual. Por que não leio jornais? Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é deselegante criticar o ex, mas nesse caso me dou essa prerrogativa, pois analisei detalhadamente diversas formas de fazer dele, jornalismo, algo melhor. E joguei a toalha. O aspecto financeiro foi apenas a parte prática do nosso rompimento. Na verdade, entre nós faltaram duas coisas: amor e disposição. O amor me manteria fiel a ele, sem pensar em outras profissões mais rentáveis. E a disposição não permitiria que eu me rendesse à mediocridade.(Como se pode ver foi melhor para ambos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à tarde liguei na central de relacionamento de um grande jornal para cancelar a oferta de 15 exemplares gratuitos. O solícito atendente me apresentou todas as vantagens da assinatura, me ofereceu uma série de filmes clássicos pela metade do preço e diante das negativas, me perguntou "Mas por que a senhora não quer aproveitar nossa promoção?" E eu, com toda sinceridade que me é possível, respondi: "Porque eu não leio jornais..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não recebi o exemplar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-4945357107846351298?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/4945357107846351298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=4945357107846351298&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/4945357107846351298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/4945357107846351298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/07/porque-eu-nao-leio-jornais.html' title='Porque eu não leio jornais...'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3605805394108978186</id><published>2009-07-13T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T05:48:22.658-07:00</updated><title type='text'>Academia = acefalia?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já sei, já sei... você viu o título e achou que este texto falaria mal das pessoas que passam horas na academia suando e puxando ferro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique atento. As aparências enganam. Além disso, tudo é uma questão de ponto de vista. Pode depender apenas da calçada onde você está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lado, um ponto de ônibus. Pessoas chegando da faculdade, cansadas. Algumas gordas, outras flácidas, magras corcundas. A garota fitness olha pra fora e pensa: “Olha lá... estuda tanto que esquece do corpo... o que adianta ser inteligente assim e ser feia”. Empina o bumbum, dá uma olhadela no espelho, gosta do que vê e continua. Mira ao lado, vê uma aluna recém chegada, padrão mulher brasileira... barriguinha saliente, um culotinho aqui, celulite ali. Sente-se superior. Arruma a postura, lança um olhar de “sou veterana, pode babar” e prossegue na exaustiva missão de se posicionar no mercado como “a mais gostosa” – e apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá de fora, a pseudointelectual pára e observa... “Cenário insano! Bando de alienados! Eu não tenho tempo pra nada, enquanto essas pessoas desperdiçam horas preciosas nesse lugar”. Olha para os livros, gosta do que vê e continua. Dá uma olhadinha para trás, avista uma amiga de sala, sarada, popular, que também acabou de descer do ônibus. “Burrinha, coitada”. Sente-se superior. Ajeita os óculos, deixa o título dos livros à mostra e prossegue na exaustiva missão de se posicionar no mercado como “a mais inteligente” – e apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. Não à toa os universitários também são chamados de acadêmicos. Academia não significa nada mais do que “lugar onde pessoas incompletas podem se sentir superiores umas às outras”. Porque é impressionante como muitas pessoas de ambas as academias buscam um motivo pra se sentirem um pouco melhores diante de um certo vazio – seja o vazio da insatisfação corporal, seja o vazio da insatisfação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a grande maioria não está interessada em provar nada pra ninguém. São essas pessoas que eu sinto prazer em conhecer, nas duas academias. Justamente por não serem assim previsíveis, são surpreendentes (Perdoem-me a obviedade dispensável do sofisma, mas não achei mesmo outra maneira de expressar isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, ganhei um amigo colorista. Colorista, o que é isso? Bom, é a profissão de um manipulador de polímeros pigmentares. Químico? Não, mais complicado que isso. Poxa, mais complicado que química? Sim, isso é possível. Legal, aprendi mais uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi pra aula coletiva, fui obrigada a presenciar um convite de racha. Eu ali, a mulher padrão Brasil com condicionamento físico razoável. Ao meu lado, uma gostosa inconformada passou a fazer seus movimentos observando os meus, tentando provar (não sei pra quem) que conseguia uma elevação de perna mais acentuada. E enquanto eu seguia tranqüila, me esforçando apenas para cumprir a proposta do exercício, a gostosa parecia uma louca destrambelhada tentando levar o joelho no teto. A necessidade de auto-afirmação lhe custou um papel ridículo. Terminada a aula, deixou o local com os peitos estufados sem dizer nada a ninguém. Nem mesmo agradeceu a professora. Só faltou dizer “Meu nome é Zé Pequeno, porra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci de novo, pra treinar. Afinal, as pessoas vão à academia pra isso. Certo? Nem todas. Algumas têm aproveitado o espaço pra namorar e beijar na boca. Definitivamente, não consigo entender: Sair do aconchego do lar pra dar uns pegas sob pingos de suor, com beijo salgadinho e tudo. Eca! Coisa mais brochante! Ah, e se eu aviso que está incomodando logo vou ser tachada de mal-amada, que se incomoda com a felicidade alheia. Gorda. Bah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deixa aqui, cuidando de mim. Do meu jeito, meio desajeitada, às vezes persistente, ultimamente meio preguiçosa, em busca de consciência corporal, algo que vai muito, muito além de uma bundinha empinada (que também é bem legal). Não me pressione a ser super mulher, tudo de uma vez. Pode chamar de má vontade, mas olhando bem o panorama, percebi que ser a tal mulher moderna do século 21 é uma tremenda sacanagem, e eu estou bem afim de desacelerar. Moro sozinha, trabalho, me sustento, estudo, cuido da casa, faço bico, freela de qualquer coisa, canto em três bandas, cuido das amizades, da família e das redes sociais, administro sozinha a própria vida sem capital de giro e ainda por cima tenho que me manter alta, magra, linda e morena, com os cabelos sempre bem tratados, unhas sempre bem feitas, além de nunca, nunca falar um palavrão porque é feio? Ah, faça-me o favor. À putaqueopariu.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3605805394108978186?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3605805394108978186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3605805394108978186&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3605805394108978186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3605805394108978186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/07/academia-acefalia.html' title='Academia = acefalia?'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-8291496676844778738</id><published>2009-05-16T20:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T21:07:07.519-07:00</updated><title type='text'>Hoje eu lembrei que sinto saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bicicleta verde no quintal de terra. Rodinhas levantadas, desequilibrio, tombo, joelho ralado. Bronca da mãe no pai. Remorso do pai por ter levantado as rodinhas. Pipoca doce para distrair o ardor do mertiolate. Gargalhadas ao ver o pai tentando reverter a situação toda dançando desconcertado enquanto canta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se é tarde/Me perdoa/ Pois eu não sabia que você sabia/Que a vida é tão boa".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa da primavera na escola. Mocinhas comportadas exibem coreografia copiada da TV. Quinze alunos protestam a proibição de apresentações teatralizadas de trabalhos. Coreografia interrompida. Roupas pretas, rostos pintados de branco, caras de espanto. Rádio tocando alto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Hey, teachers! Leave them kids alone!"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantão ao lado do telefone. Barulho dos segundos do relógio da sala. Som do telefone tocando, tremedeira nas mãos, coração saltando no peito. Aquela voz. Poucos minutos depois "tchau" e "um beijo para você". Na cabeça ecoa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E hoje em dia/como é que se diz eu te amo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada chuvosa de quarta-feira. Boteco de caráter duvidoso. Cerveja, torresmo, copo acidentalmente quebrado. Frio combatido por um casaco emprestado, filme velho na TV no alto da parede. Discussão sobre Bakhtin. Alguns bêbados cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vem, meu novo amor/Vou deixar a casa aberta/Já escuto os seus passos/Procurando meu abrigo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papéis amassados, fotos, memória, poeira. Hoje comecei uma faxina no meu quarto. E lembrei que sinto saudade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;* tem coisas que não dá para ressignificar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-8291496676844778738?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/8291496676844778738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=8291496676844778738&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8291496676844778738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8291496676844778738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/05/hoje-eu-lembrei-que-sinto-saudade.html' title='Hoje eu lembrei que sinto saudade'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1363112846421314968</id><published>2009-04-15T18:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T18:43:31.210-07:00</updated><title type='text'>De gérberas, outono e fraldas geriátricas</title><content type='html'>Pois é, eu com essa minha mania de sempre dar mais atenção a detalhes irrelevantes do que ao que realmente importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou feliz esses dias. Desde que voltei da Páscoa. Uma felicidade suave, há que se falar. O motivo: um vaso de gérberas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês ganhei um vaso com três lindas gérberas vermelhas, abertas. Foi no dia 13 de março. Era aniversário de namoro (4 anos), uma sexta-feira, e eu tinha estado em um evento do trabalho até as 22h30. Tinha planos de sair pelo menos 3 horas antes disso, mas lembra do comercial do Halls? A vida te provoca. [Ana é linda, Ana é lindinha, mas o que seria dela sem a chapinha?] Cheguei em casa, cansada, meio molhada de chuva e ao abrir a porta vi o braço dele segurando o vaso; tocava um DVD do George na música Gimme Love (gimme love, gimme peace on earth). Aquele dia nem saí, tomei um bom banho e pedimos comida... acho que panquecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana seguinte, meu esforço foi achar lugar pra esse vaso. Porque flor, tu sabes, é que escolhe o lugar em que prefere ficar. Elas pareciam murchar, não é certo isso! Põe na sacada, põe no balcão da cozinha, põe na lavanderia e só murchando. Uma semana depois, minha mãe veio e indignou-se de não ficarem expostas na sala. “Mas mãe, li na internet que ela gosta de sol. Aí elas vão morrer.” Passaram aquele fim-de-semana de cara pro sol, os dias se seguiram... e morreram. Já Elvis as flores. Fiquei triste (tristinho). Porra. Por que é que nenhuma flor vingou nessa casa nestes 4 anos? Li na internet que elas floresciam no começo do outono (agora)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- [com o perdão da digressão]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, falando em outono. Uma cena que marcou nestes dias. Minha avó. Vi ela na Páscoa. Está bem melhor! Que prazer é ver isso. Ela queria fazer xixi na privada, disse a ela que podia ser na fralda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Então eu vou fazer. Eu gosto de fazer xixi na fralda. É quentinho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que prazer ouvir isso! Ela está bem melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eu não queria... não queria ter que fazer na fralda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vó, tem tanta coisa que eu faço que eu não gostaria...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo serviu de consolo pra ela, que concordou, complacente. E me fez pensar de como a vida sempre vai continuar te provocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- [Mas voltando às gérberas.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um milésimo de segundo, cheguei a pensar em desistir delas. É, deixar morrer. Falar isso me deixa até envergonhada. “Hay que endurecerse, sin perder ia ternura jamás”, não é isso? Que desafio interessante! Reviver gérberas. Todo mundo me disse que são flores chatas, difíceis. Mais interessante. [ressignificando]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podei as gérberas. Cortei mesmo. O que morreu, ta morto. Vai ser um vaso só com algumas folhagens aparentemente desinteressantes? Vai. Mas pra sempre meu vaso de gérberas. [a gente encontra motivação em cada coisa né?] Ficaram ali, as folhas, e eu continuei regando-as, observando-as e conversando antes de sair e ao voltar do trabalho (mulheres). Antes de ir pra Leme, um recado: “amor, não se esqueça de regar as gérberas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que voltei, a maior surpresa e o motivo da minha felicidade que vim aqui compartilhar com vocês. Temos dois brotinhos de gérberas nascendo! E são lindos! Acho que estão na fase da adolescência, quando ainda estão criando forma e são meio esquisitos. Mas eu continuo amando, cuidando e torcendo pra vingar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso. Olha que lindos os brotinhos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1fsSZf5bYY/SeaL6iN_c6I/AAAAAAAAADg/BsJk2ylUTXw/s1600-h/gerberas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1fsSZf5bYY/SeaL6iN_c6I/AAAAAAAAADg/BsJk2ylUTXw/s400/gerberas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325097447146353570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: negas, não contei? Na Páscoa o Bruno cortou o cabelo! Está tão lindo! Aliás a Páscoa foi deveras boa... além de tudo revi uma grande amiga. E não fiquem com ciúmes. Um beijo pra vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1363112846421314968?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1363112846421314968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1363112846421314968&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1363112846421314968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1363112846421314968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/04/de-gerberas-outono-e-fraldas.html' title='De gérberas, outono e fraldas geriátricas'/><author><name>Júlia Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13146745259053014378</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5359/1239/1600/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1fsSZf5bYY/SeaL6iN_c6I/AAAAAAAAADg/BsJk2ylUTXw/s72-c/gerberas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1578939147140587784</id><published>2009-04-12T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T16:13:14.382-07:00</updated><title type='text'>Reducionismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Papa foi a Angola fazer...nada de útil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi lá, relembrou que há 500 anos o catolicismo se instalava no país africano, não ressaltou a participação da Igreja no tráfico negreiro, nem a paranóica caça às bruxas (cujo hábito de queimar mulheres vivas persiste no país ainda neste século), mas falou que camisinha é ineficaz na prevenção a AIDS e, ao contrário da idéia geral, ou melhor, global, contribui para que a epidemia aumente (How!?!?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso talvez justifique a quem ainda me censura, por que eu desisti de entender e participar de qualquer grupo religioso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vou elencar aqui os maus hábitos da Igreja Católica por dois motivos: primeiro para não ser injusta com Santo Agostinho e também porque todas a religiões tem ressalvas. A católica, por ser mais velha, erra há mais tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além de contrariar uma informação cientificamente comprovada, o Papa menosprezou o fato de estar num país onde o número de pessoas com AIDS cresce exponencialmente. Desde o fim da guerra civil há sete anos, as fronteiras reabertas colocaram os angolanos em contato direto com o restante da África – que, segundo a OMS, é disparado o continente com maior número de pessoas infectadas pelo HIV. Basta lembrar que Botsuana, país fronteiriço de Angola, tem metade da população soro positiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é tudo (ou em parte) culpa da camisinha, segundo Bento XVI. (Hoooooooowwwww!?!?!?!?!?!?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há como mensurar o impacto da visita e das declarações para os angolanos. Óbvio, os jornais cobriram o evento, mas não cogitaram ir às ruas conversar com as pessoas a respeito. Porém, ao dizer isso o Papa dificulta ainda mais a relação nada estável do país com a Igreja (o número de Templos Evangélicos prospera talvez na mesma proporção do vírus) e da Igreja com a Anistia Internacional. Ou seja, o prejuízo é, inclusive, político.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, africanos morrem. De fome, diarréia, tuberculose ou outras doenças decorrentes da imunodeficiência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a Igreja, ao invés de conforto espiritual e ajuda material, leva um discurso. Impraticável, incoerente, ignorante. Apenas, discurso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para nós ocidentais fica o recorte de mais uma atitude inconseqüente dessa instituição religiosa. Para os angolanos resta a fé sincera e resistente aos dogmas e preconceitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que Deus os proteja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1578939147140587784?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1578939147140587784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1578939147140587784&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1578939147140587784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1578939147140587784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/04/reducionismo.html' title='Reducionismo'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-5297168906291116476</id><published>2009-04-05T21:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T22:11:06.533-07:00</updated><title type='text'>Não diga nada sobre meus defeitos. Eu não me lembro mais quem me deixou assim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pô, cara. Mais uma mancada sua, hein. Caramba, será que você não se toca do quão inconveniente é chegar “chegando” daquele jeito? Ah meu, se liga! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não estou exagerando, não. Lembra como foi? Você já chegou falando, para pessoas que nunca viu na vida, a respeito de você. Onde mora, como faz pra se sustentar...e pior: sequer perguntou se alguém ali estava interessado em saber a sua origem. Muito narcisista da sua parte chegar se apresentando daquela forma. O que queria com aquilo? Fazer com que todos tivessem algum sentimento em relação a você? Apelativo, chato, desnecessário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pior é que, além de chegar dessa forma indiscreta, não titubeou em dizer: estou com fome! Ora, que novidade há nisso? Todos os seres humanos sentem fome. E isso, assim como de onde veio, onde mora e com quem vive, é um problema seu. Compreende? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas aí, quando as pessoas que agüentavam há quase cinco minutos a sua retórica nada original e seus péssimos hábitos sociais resolveram, generosamente, atender ao seu apelo, lhe oferecendo o que comer, você deu o golpe final da sua total deselegância e falta de educação “Não gosto de pão de queijo. Me dá uns trocados pra eu pegar um lanche”. Pô, cara. Essa foi demais. Quer dizer então que além de ganhar, você ainda quer escolher? Afinal, você tinha fome de comida ou do dinheiro dos outros? Mancada, velho. Vou te dar um conselho: mude imediatamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não importune quem por sorte do destino ou por tudo aquilo que Calvino disse no século XVI tem mais do que você. Você mora na rua, dorme no chão e não tem família? Vive só, com seus delírios provocados por alucinógenos baratos? Não come na hora certa, passa dias sem nada no estômago e bebe água do chafariz? Saiba: ninguém tem nada a ver com isso. Alguma coisa deu errado na sua vida, mas é a sua vida. E ficar implorando a piedade alheia, não é legal, cara. Seja adulto, saia dessa vida acomodada, vá buscar um trabalho. Se vira! Ou você acha que essas pessoas que abordou estavam ali naquele lugar caro e requintado porque passaram a vida pedindo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra coisa: você estava cheirando mal, com bafo de cachaça e descalço. Pô, cara. Veja só o tamanho da besteira. Tinha alguém ali parecido com você? Não tinha. Evidente: aquele lugar não é para você, percebe? Tivesse segurança na porta, sua presença seria banida por pelo menos 50 metros. E caso cogitasse abordar alguém saindo do carro, era só gritar pela polícia que circula por aquela região muito mais do que nas áreas de perigo. Aí você ia passar pela revista, provavelmente ia levar umas cacetadas nas pernas e ser xingado de vagabundo, bêbado, sujo, enfim...Já imaginou o trauma que isso poderia causar em alguém que presenciasse tal cena? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebe como você fez tudo errado? E possivelmente vem fazendo desde quando nasceu. Ah, cara, desiste, vai. Aproveita esse toque que estou te dando e recolha-se no seu canto, volte para debaixo dos viaduto, esconda-se sob as marquises. Se quiser ficar pelas esquinas expondo sua figura lamentável é uma escolha sua. Mas não fique esfregando na cara de todo mundo, dessa forma contundente, todos os seus defeitos. Afinal eles são seus. E ninguém tem nada a ver com isso. Ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-5297168906291116476?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/5297168906291116476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=5297168906291116476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/5297168906291116476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/5297168906291116476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/04/nao-diga-nada-sobre-meus-defeitos-eu.html' title='Não diga nada sobre meus defeitos. Eu não me lembro mais quem me deixou assim.'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-1616382383220444342</id><published>2009-03-27T23:13:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T23:27:47.057-07:00</updated><title type='text'>Ressignificando a falta do amor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esses dias a Fer postou no blog pessoal dela um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://eufernanda.blogspot.com/2009/03/que-falta-voce-me-faz.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;texto &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;sobre a falta que faz um amor... Falava de uma maneira brilhante – como sempre, ai que inveja  - dos tempos em que a gente sentia isso de verdade. Digo “a gente” porque ela escreveu o tratado, mas eu me senti impressa em todos os caracteres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom... Não estou aqui para ressignificar o texto da Fer, mas sim o não-texto dela, a atitude natural após a constatação do não-amor e a certeza de que ele não chega enquanto a gente estiver procurando: ligar a luz do foda-se e tentar suprir essa ausência com outras coisas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ressignificar, no caso, é procurar bons motivos pra ficar solteira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vejamos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1)      Sem ninguém pra pegar no pé, você pode se entregar ao trabalho e aos projetos pessoais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MASSSSSSS...  No fim do dia, cansada, estressada, puta da vida, você vai precisar de uma massagem e vai querer alguém pegando no seu pé siiiiim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;2)      Você pode sair com os amigos, encher a cara, dançar e cantar sem limitações!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MASSSSSSS...  Não vai ser legal dançar e cantar “Você é algo assim, é tudo pra mim, é mais que eu sonhava baby” se você não tiver NINGUÉM pra se recordar nesse momento (estamos falando de falta de amor, ausência absoluta, é isso mesmo: sem rolinho, sem casinho, sem desilusão, sem interesses, sem nada – total inércia afetiva).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;3)      Você pode ir embora das festas e eventos quando quiser.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MASSSSSSS...  Isso significa que você decide se vai ou se fica exatamente por falta de opção. Vai porque a festa acabou ou porque todo mundo começou a se pegar e você não tá com saco pra pegação... Não porque tem alguma coisa mais legal te esperando em casa. E se fica, é porque não tem nada legal te esperando em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;4)      Você pode ter uma vida diversificada, várias coisas pra fazer, testar, inovar...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MASSSSSSS... Você vai sentir falta de coisas simples, como assistir um DVD de comédia romântica, em casa, no inverno, abraçadinha com o seu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;5)      Você pode variar a companhia nos seus momentos de carência, não haverá rotina e sua tabela de padrões de comparação vai ficar bem cheia pra determinar como deve ser o homem ideal pra você.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;MASSSSSSS... em todos esses momentos, você vai lamentar não ter alguém pra chamar de seu. E quando o amor da sua vida chegar, essa tabelinha não servirá pra porcaria nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E isso é só a ponta do iceberg, porque é fácil descrever as coisas que a gente faz, vive e aparenta ser... mas as coisas que a gente sente... ahhh... isso é para raros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando penso em todas essas coisas, imagino aqueles testes psicotécnicos... E me visualizo bem pirada tentando encaixar o cubo no buraco do cilindro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não dá, não dá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão:&lt;/strong&gt; Tem coisas que dá pra reduzir, reciclar, reutilizar... mas, definitivamente, não dá pra ressignificar. O jeito é tentar descobrir uma nova matéria-prima. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;***********************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dar solamente aquello que te sobra nunca fue compartir, sino dar limosna, amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Dar apenas aquilo que te sobra nunca foi compartilhar, mas sim dar esmola, amor&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(Corazón Partío, Alejandro Sanz – ai, esse latino lá em casa...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-1616382383220444342?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/1616382383220444342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=1616382383220444342&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1616382383220444342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/1616382383220444342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/03/ressignificando-falta-do-amor.html' title='Ressignificando a falta do amor'/><author><name>Silvia Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01697126693116207595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-8243681760473183834</id><published>2009-03-24T21:49:00.001-07:00</published><updated>2009-03-24T22:17:51.868-07:00</updated><title type='text'>Prefiro as latas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sou ambientalista, mas aderi, há algum tempo, aos bons hábitos da vida sustentável. Claro que nem tudo é perfeito, por isso, ainda continuo usando roupas de tecidos sintéticos e consumindo refrigerantes de latas. Contudo, separo orgânicos de inorgânicos – sendo que as latas têm uma lixeira exclusiva, não jogo sujeira nas ruas, economizo água, prefiro os alimentos naturais e ando bastante a pé, pois um veículo a menos emitindo CO2 faz sim diferença.&lt;br /&gt;São hábitos saudáveis os quais pretendo transmitir aos meus descendentes (ou ascendentes) caso os tenha.&lt;br /&gt;Mas, noto que não são apenas papéis, plásticos e latinhas que estão sendo resgatados e reaproveitados. Algumas estruturas sociais também. Observem o cotidiano. Eu, observadora, presenciei algumas cenas nos últimos dias que, não fosse o figurino e a linguagem do roteiro, poderiam ser assistidas como parte de um filme nacional ambientado no século XVI.&lt;br /&gt;Assistam comigo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 1: Shopping, manhã ensolarada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carro semi-luxo entra no estacionamento do shopping/ Mulher, aproximadamente 35 anos, loira, cabelos longos, desce do carro pela porta da frente falando ao celular/ Conversa descontraída enquanto encaixa uma grande bolsa de marca no ombro/ Porta de trás se abre/ Mulher, jovem, não mais que 20 anos, negra, desce com uma mala de bebê/ Há um bebê no carro/ Mulher continua falando ao celular/ Caminha em direção a entrada principal do shopping/ Pára, olha para trás, demonstra insatisfação/ Moça com a mala retira o bebê da cadeirinha com cuidado/ Ele chora/ Mulher desliga o celular/ Diz em tom autoritário&lt;br /&gt;“Que demora. Dá pra agilizar aí!?”&lt;br /&gt;Moça com a mala e o bebê, cabisbaixa, nada responde/ Fecha a porta do carro/ A mulher aciona o alarme e as travas das portas de longe/ Entra no shopping e deixa os outros dois para trás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 2: Zona sul da cidade, principal avenida, tarde quente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Homem, na faixa dos 40 anos, negro, gari faz a varredura de um dos quarteirões/ Sol quente/ Empurra um carrinho onde guarda a pá e a vassoura/ Pára, pega a vassoura e varre/ Termina de varrer um trecho e amontoa o lixo num canto da sarjeta/ Vira-se/ Pega a pá/ Deposita o lixo no carrinho/ É interrompido por um carro tipo sedan, preto, vidros insufilmados que quase o atropela ao estacionar no local/ Homem grisalho, branco, vestindo terno desce do carro exaltado&lt;br /&gt;“Que porquice é essa? Você é pago para juntar o lixo e não para sujar! Não sabe nem varrer uma rua!?!?”&lt;br /&gt;Gari olha sem reação para o homem grisalho/ Abaixa a cabeça/ Continua varrendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é de péssima categoria e, salvo engano, foi escrito nos tempos do Brasil colônia e escravagista. Depois, reeditado na república velha dos miseráveis braçais e agora, no século XXI está novamente em cartaz no Brasil da classe média burra e do subemprego.&lt;br /&gt;Assumo, impotente, que faço parte do programa de reciclagem desse roteiro enraizado. Contribuo para a manutenção dessa estrutura quando trabalho com o intuito de fazer parte da “casa grande”. Quando perdou um faxineiro subserviente me pede desculpas por eu ter pisado no seu esfregão. Quando dou moedinhas aos meninos do semáforo com seus limões em malabares.&lt;br /&gt;Embora minha conivência se some à minha resignação, estou cansada de ver esse filme. Dói. Incomoda. Tortura.&lt;br /&gt;Por isso prefiro as latinhas. Quando reciclo contribuo para a preservação do meio ambiente. E isso me dá a falsa certeza de que estou atuando por um mundo melhor.&lt;br /&gt;Os mesmos preconceitos e desigualdades num planeta mais verde com água potável para todos.&lt;br /&gt;Reciclem sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-8243681760473183834?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/8243681760473183834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=8243681760473183834&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8243681760473183834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/8243681760473183834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/03/prefiro-as-latas.html' title='Prefiro as latas'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3909480714991130995</id><published>2009-03-07T20:28:00.001-08:00</published><updated>2009-03-07T20:53:16.678-08:00</updated><title type='text'>Como disse o poetinha...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo bem. Eu não me formei advogada como sempre quis meu pai e nunca aprendi a fazer o risoto que minha mãe insistiu em ensinar, mas ainda assim, acredito que até hoje não decepcionei ninguém. Pelo menos aqueles que um dia criaram alguma expectativa a meu respeito. Claro que os desafetos existiram – e sempre existirão. Seres humanos podem se odiar, mesmo sem uma razão concreta para isso. Por isso, entendam: estou me referindo a quem realmente importa e faz a diferença na minha vida.&lt;br /&gt;E não é porque segui as diretrizes da boa filha, boa irmã, boa amiga, boa cidadã. Se tivesse feito isso, certamente teria decepcionado a mim, frustrado as minhas expectativas. Fiz escolhas e fui fiel a elas. Simples, não? Nem tanto.&lt;br /&gt;Elas, as minhas escolhas – muitas vezes impulsionadas por uma teimosia arrogante e prepotente – nunca foram afronta. Quando não fui ou fiz o que era esperado, não tive a intenção de revolucionar, ser revanchista ou de vanguarda. Eu, apenas, ressignifiquei.&lt;br /&gt;Aliás, nada mais conformista do que ressiginificar. Viver talvez seja uma constante busca de sentido: aquilo que se pode compreender, sentir, razão de ser. Quando não encontrei o significado, perdi a direção e busquei um novo, sem deixar de estar imersa no desconexo. Ressiginificar pode aqui ser entendido como resignação sem sofrimento.&lt;br /&gt;Jogar fora os cadernos do primário, que tanto representam, por falta de espaço na casa; rasgar as fotos de um relacionamento fracassado para tentar romper qualquer elo com o passado; insistir em trabalhar numa profissão pela qual não há paixão, apenas expectativa de lucro; acreditar que as amizades podem suprir a falta de um novo amor...isso tudo não dói. Escolhas que fiz a partir das situações que vivi. Ressignifiquei. Dei novo sentido.&lt;br /&gt;Enfim. O texto narcisista foi para tentar elucidar aos novos leitores o que pode ser o quarto R. Para mim, apenas mais um meio para estar sempre perto dela, aquela que, segundo o Poetinha: é como a pluma que o vento vai levando pelo ar/Voa tão leve, mais tem a vida breve/ precisa que haja vento sem parar: a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3909480714991130995?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3909480714991130995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3909480714991130995&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3909480714991130995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3909480714991130995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/03/tudo-bem.html' title='Como disse o poetinha...'/><author><name>Fernanda Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11697061717083551309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6YfVyp4vFo/SpwF3cD7o4I/AAAAAAAAACA/h1nzW54j_eA/S220/Eu_arma2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5385711526091834481.post-3088578531686658905</id><published>2009-02-04T18:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T19:13:50.297-08:00</updated><title type='text'>Nasce mais um blog</title><content type='html'>&lt;em&gt;* "Nasce" é &lt;a href="http://www.maemenina.com.br"&gt;bem simbólico mesmo&lt;/a&gt; quando se fala de nós três. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então gente, nasceu um blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rapidamente sobre o título:&lt;/strong&gt; o quarto "R" é uma piada interna das autoras Silvia, Fernanda e eu. Tem a ver com os três "R"s do consumo consciente e a ressignificação daqueles objetos que guardamos pois carregam algum significado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vocês vão entendendo aos poucos tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rapidamente sobre os textos:&lt;/strong&gt; o que eu posso garantir - aqui você vai encontrar textos revolucionários e reflexivos da Silvia, textos deliciosos e tocantes da Fer e textos que parecem uma coversa, meus. Provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rapidamente sobre as autoras:&lt;/strong&gt; pode dar os parabéns porque na sexta-feira a gente vai receber o canudo de jornalista pela UNESP, tá? Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos ao nosso infinito particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bjomedeixaumcomentario&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5385711526091834481-3088578531686658905?l=oquartoerre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquartoerre.blogspot.com/feeds/3088578531686658905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5385711526091834481&amp;postID=3088578531686658905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3088578531686658905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5385711526091834481/posts/default/3088578531686658905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquartoerre.blogspot.com/2009/02/nasce-mais-um-blog.html' title='Nasce mais um blog'/><author><name>Júlia Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13146745259053014378</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5359/1239/1600/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
